"tadpoles escaping from my hands, flowing under white bridges and flying over my bald head and jumping into the space between my dreams and my pillow. the lizards make noise while they drink endless beers and sing silent songs with their bifid tongues, smelling your scent that invades the house through the keyhole. your scent tonight is green and pink and makes all lights shine and spark with nymphs and bugs.
the clock says that it's late. the clock and not the rabbit. the rabbit has gone into his hole, taking some guys that wanted to see the matrix.
...e eu volto a pensar em português assim que o relógio bate suas onze horas, me enchendo com seus sininhos. Os grilos sumiram, e os foguetes do futebol, também. Os meninos pararam de jogar bola e agora jogam pedras nos passarinhos. Daqui a pouco espantam todos e quem sofre são as vidraças. Os ônibus sentem o frio e sacolejam mais que o normal, batendo suas partes soltas e ensurdecendo seu recheio de gente. O céu brinca de esconde-esconde entre as nuvens, deixando transparecer um pedacinho assanhado de azul de vez em quando. As letras brancas se embaralham na minha lente de óculos de aros pretos, e mil farelos esbranquiçados invadem o salão. Os violões dos seresteiros entopem os dedos com notas truncadas, derramam músicas de rádio AM no colo dos porteiros e das matronas cachaceiras debruçadas no balcão..."
quarta-feira, 12 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
terminando com !
"Frio em Belo Horizonte é, na minha opinião, paradoxal. Muito. A cidade continua linda, cheia de vida, mas essa vida corre sempre em direção às salas, escritórios e outros locais quentinhos. Não sentem o vento que vem avisar de olhar para cima, pro céu azul e pro horizonte límpido. Não enfrentam os bancos gelados em troca do abraço morno do sol.
As pessoas se empertigam, ficam lindas mesmo, mais do que nunca, elegantes. Mas é algo exagerado. Frio em BH é algo que se resolve com moletom, mas dá para constatar que algumas sensações térmicas são importadas. Outro paradoxo; entendo perfeitamente que todos ficam à espera para tirar tudo do armário, o que é ótimo! Botar as cobertas no sol, os gorros e meias para lavar, pendurar cabides com sobretudos enormes virados do avesso. Mas BH fria não exige um casaco para escaladas everésticas nem botas para neve.
De qualquer forma, é inegável a presença do frio. Que traz à vista outros paradoxos, como os botecos lotados, calçadas cheias e conversas altas.
Faz bem esse frio, vindo assim de supetão, talvez faça esse gelo que se forma no coração de alguns se quebrar. Talvez numa dessas lagarteadas ao sol, o gelo derreta e a frieza evapore e faça transbordar um monte de abraços. Quem sabe faz sorrisos olhares e amores pela rua afora!"
As pessoas se empertigam, ficam lindas mesmo, mais do que nunca, elegantes. Mas é algo exagerado. Frio em BH é algo que se resolve com moletom, mas dá para constatar que algumas sensações térmicas são importadas. Outro paradoxo; entendo perfeitamente que todos ficam à espera para tirar tudo do armário, o que é ótimo! Botar as cobertas no sol, os gorros e meias para lavar, pendurar cabides com sobretudos enormes virados do avesso. Mas BH fria não exige um casaco para escaladas everésticas nem botas para neve.
De qualquer forma, é inegável a presença do frio. Que traz à vista outros paradoxos, como os botecos lotados, calçadas cheias e conversas altas.
Faz bem esse frio, vindo assim de supetão, talvez faça esse gelo que se forma no coração de alguns se quebrar. Talvez numa dessas lagarteadas ao sol, o gelo derreta e a frieza evapore e faça transbordar um monte de abraços. Quem sabe faz sorrisos olhares e amores pela rua afora!"
segunda-feira, 10 de maio de 2010
"Muitas coisas na cabeça, de ontem hoje e outros dias além. Ocasiões que eu gostaria de escrever, descrever. Faltam-me memória e espaço. Resolva-se isso logo.
Surgem inúmeras idéias, assuntos, que eu gostaria de discutir com pessoas que vejo, hoje agora, como ausentes e faltosas. Gostaria ainda de conversar com você.
Realmente, cansei de toda essa urgência, essa pressa por algo intangível.
Cansei da auto-cobrança, idiota. Cansei da teimosia em concretizar tal idiotice.
Quero força para decidir."
Surgem inúmeras idéias, assuntos, que eu gostaria de discutir com pessoas que vejo, hoje agora, como ausentes e faltosas. Gostaria ainda de conversar com você.
Realmente, cansei de toda essa urgência, essa pressa por algo intangível.
Cansei da auto-cobrança, idiota. Cansei da teimosia em concretizar tal idiotice.
Quero força para decidir."
sábado, 8 de maio de 2010
isso, hoje ontem já.
"Acho que é a vez que mais tarde posto aqui. É, são cinco e 15 da manhã e cheguei há pouco da rua, da obra, pra ser mais exato, e quem tiver que entender vai entender.
Encontrei o amigo, o cara que completa, que faz sair de casa, que faz motivar mutuamente, que pergunta e indica.
Encontrei gentes também, pequenas, vendendo "bis brancos" que compramos e ele comeu. Ganhou. Se satisfez.
Gente comum, fazendo a mesma coisa que eu e meu amigo.
Gente bonita, elegante, impecável, tem hora.
Gente que pisa no seu pé ou derruba cerveja gelada na sua canela.
Gente grande que empurra os outros, achando que é melhor que todos.
Volto pra casa revigorado, teimo em vir aqui, escrever. Me deparo com discretos abraços, saudades descaradas e um reconhecimento singular. Sutil e silencioso.
Volto, sento e escrevo, pensando em música e harpa, e vozes e no zumbido que o som alto, tocando "B-52's" criou no eu ouvido.
Nessa volta deixei partes que estavam já penduradas e também partes que não se soltavam de forma alguma.
Deixei as partes seguirem seu caminho, por onde devam percorrer, causando saudade, dor, sorriso e suspiro em quem quer que mereça.
Por que não, nós mesmos não merecemos tal agrado?"
Encontrei o amigo, o cara que completa, que faz sair de casa, que faz motivar mutuamente, que pergunta e indica.
Encontrei gentes também, pequenas, vendendo "bis brancos" que compramos e ele comeu. Ganhou. Se satisfez.
Gente comum, fazendo a mesma coisa que eu e meu amigo.
Gente bonita, elegante, impecável, tem hora.
Gente que pisa no seu pé ou derruba cerveja gelada na sua canela.
Gente grande que empurra os outros, achando que é melhor que todos.
Volto pra casa revigorado, teimo em vir aqui, escrever. Me deparo com discretos abraços, saudades descaradas e um reconhecimento singular. Sutil e silencioso.
Volto, sento e escrevo, pensando em música e harpa, e vozes e no zumbido que o som alto, tocando "B-52's" criou no eu ouvido.
Nessa volta deixei partes que estavam já penduradas e também partes que não se soltavam de forma alguma.
Deixei as partes seguirem seu caminho, por onde devam percorrer, causando saudade, dor, sorriso e suspiro em quem quer que mereça.
Por que não, nós mesmos não merecemos tal agrado?"
quinta-feira, 6 de maio de 2010
"A cabeça dói, os olhos ardem e os ombros câimbram.
Cansaço diminui insignificativamente, mas a duração das viagens só aumenta.
Unhas crescem, saudade sem motivo, também.
Café novo, pão dormido e a mesma escova de dentes.
Sapo no saco, depois na caixa, dali pro formol.
Gente, gente e mais gente.
Gente que conserta o que me dá canseira, gente que se maquia dentro do ônibus, ficando mais bonita ainda. Gente legal, com conversa boa na saída e sorriso sincero. Gente que não responde email e gente que faz barulho no corredor.
Fazer o quê, né? É gente, gente e mais gente...
É, vendo por esse lado, até que ele não quer tanto mais que tudo se exploda."
Cansaço diminui insignificativamente, mas a duração das viagens só aumenta.
Unhas crescem, saudade sem motivo, também.
Café novo, pão dormido e a mesma escova de dentes.
Sapo no saco, depois na caixa, dali pro formol.
Gente, gente e mais gente.
Gente que conserta o que me dá canseira, gente que se maquia dentro do ônibus, ficando mais bonita ainda. Gente legal, com conversa boa na saída e sorriso sincero. Gente que não responde email e gente que faz barulho no corredor.
Fazer o quê, né? É gente, gente e mais gente...
É, vendo por esse lado, até que ele não quer tanto mais que tudo se exploda."
quarta-feira, 5 de maio de 2010
"Ele anda meio que querendo que tudo se foda. Que se explodam convenções e estatutos. Mesmo que tais caracteres sejam seguidos à risca todos os dias. Por ele e por outros. Já explodiu vários, de falar mal da vida dos outros a parar de querer desesperadamente uma namorada ou alguém. Deixou de nutrir expectativas quanto a um futuro - próxio ou distante, que nunca terá como saber se vai haver; já que, vislumbrando ou divagando um futuro faz, invariavelmente com que este mude. O rumo potencial das coisas é sempre invisível, obscuro. Mas teimamos em repetir os "E se..." diários.
Ele gostaria de seguir, com calma, em direção às suas tarefas conhecidas, sem temor ou espera por paisagens seguintes, por possibilidades. Quer só ir, seguir o caminho, ser a flecha, o alvo e a trajetória, tudo numa coisa só, se é que isso é possível.
Quer parar de sentir-se cansado, esgotado, esmagado. Quer sentir-se e só.
E espera que isso baste."
Ele gostaria de seguir, com calma, em direção às suas tarefas conhecidas, sem temor ou espera por paisagens seguintes, por possibilidades. Quer só ir, seguir o caminho, ser a flecha, o alvo e a trajetória, tudo numa coisa só, se é que isso é possível.
Quer parar de sentir-se cansado, esgotado, esmagado. Quer sentir-se e só.
E espera que isso baste."
segunda-feira, 3 de maio de 2010
lendo perfis
"Li pessoas que pensam lindo. Li pessoa que sente parecido, arrisco dizer igual. Li pessoa que não conheço, nunca falei, nunca abracei. Talvez já a tenha visto, já a tenha trocado calçada ou boteco.
Lendo tal pessoa repensei toda minha volta para casa. Volta sem escolhas, reta, direta. Nessa volta vislumbrei cenários, repensei passagens e fiz-me, mais uma vez, promessas que sei que não vou cumprir. Não essas; me falta o impulso, o empurrão, o encorajamento, a decisão alheia que te faz tocar adiante.
Falta algo e me castigo a não teimar em lembrar dessa "precisança".
Falta alguém e me obrigo a ler outros autores, imaginar outros pontos de ônibus sobre os quais ainda não divaguei.
Falta aquele abraço bom, parceiro, cúmplice.
Falta aquele gastar de créditos, aquele torcer por bônus, que bota reparo na distância, mesmo que por enquanto.
Falta aquilo tudo que já escrevi tantas vezes, daqui para baixo, sem vergonha nem expectativa.
Enquanto falta, sigo."
Lendo tal pessoa repensei toda minha volta para casa. Volta sem escolhas, reta, direta. Nessa volta vislumbrei cenários, repensei passagens e fiz-me, mais uma vez, promessas que sei que não vou cumprir. Não essas; me falta o impulso, o empurrão, o encorajamento, a decisão alheia que te faz tocar adiante.
Falta algo e me castigo a não teimar em lembrar dessa "precisança".
Falta alguém e me obrigo a ler outros autores, imaginar outros pontos de ônibus sobre os quais ainda não divaguei.
Falta aquele abraço bom, parceiro, cúmplice.
Falta aquele gastar de créditos, aquele torcer por bônus, que bota reparo na distância, mesmo que por enquanto.
Falta aquilo tudo que já escrevi tantas vezes, daqui para baixo, sem vergonha nem expectativa.
Enquanto falta, sigo."
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